Domingo, Agosto 27, 2006

One year away

Ontem fez um ano que cheguei aqui nos USA. Um ano sem pisar em terras brasileiras. Um ano longe da minha mãe , dos meus amigos, da minha cidade caótica- mas minha cidade. Passou tão rápido, mas ao mesmo tempo tanta coisa aconteceu! Preparei um casamento, viajei em lua-de-mel, decorei (ou tentei decorar) minha casa nova, arrranjei um emprego, minha sobrinha nasceu, minha sogra faleceu, tive visita de primos, tios, irmã e cunhado.... e a novidade mais recente, me matriculei na faculdade.
Foi uma mudança muito grande que requeriu muitas adaptações. E nao me refiro somente ao país novo - e todas as implicações sócio-culturais - mas também a uma vida nova, a de casada. Dividir o mesmo teto, a mesma conta bancária, as mesmas alegrias e as mesmas dores, nem sempre é muito fácil. É um aprendizado não muito "suave", mas o amadurecimento que vem com ele é precioso. Cresci e amadureci muito nesses últimos 365 dias. Além disso me sinto abençoada por ter ao meu lado um marido que eu amo e que me ama. Por ter uma vida tranquila aqui em Knoxville, em uma casa cercada de muito verde, sem muros ou trancas. E por jé ter feitos muitos amigos queridos .
Só que tem um probleminha. Agora começo a sentir muitas saudades. Queria poder pegar meu carro e dirijir pelas ruas de São Paulo numa noite de calor. Ir correr no Ibirapuera numa manhã de sol! Ir ao cinema com minha mãe. Conversar com minhas amigas que me conhecem não há apenas um ano, mas 5, 10 anos. Assistir novela das 8 ;ver Fantástico no Domingo.
Mas não dá! To longe! Sabia o que estava fazendo quando entrei naquele avião dia 25 de agosto de 2005. Como diz o ditado: o que não me mata , me torna mais forte. Assim , a saudade que sinto também me ajuda a crescer, a me fortalecer e a tornar o meu retorno ao Brasil em janeiro muito mais gostoso.

Sábado, Agosto 05, 2006

Hotel Sumner

Nas últimas duas semanas de julho tivemos visita aqui em casa. Primeiro foi a família do Jerry - tios , tia , primas, vó.Depois minha irmã e meu cunhado diretamente do Canadá. Foram duas semanas intensas, já que eu e o Geraldinho estávamos trabalhando o tempo todo. Mas tiramos pelo menos um dia de folga pra fazermos um programa "verão". Alugamos um barco e chamamos meu tio, tia e primo que moram em Nashville pra se juntarem a nós. Fomos ao Norris Lake, um lago a uns 40 minutos aqui de casa. Água limpinha, temperatura ideal. E a sensação tão gostosa de estar entre família de novo, depois de quase um ano sem ver "os meus".



A correria foi tão grande que no final das duas semanas eu estava exausta. Mas no primeiro dia que acordei com a casa vazia me bateu uma depre!! "Cadê meu povo?" , pensei eu. Well, agora só em janeiro, só que dessa vez em terra brazilis!!! I can´t wait!!

Domingo, Julho 02, 2006

Olha aí o que aconteceu...

... mas tinha que ser contra a França?

Domingo, Junho 25, 2006

Saudades do Galvão


Gifs Brasil


E eu que detestava a narração do Galvão Bueno me pego agora na época de Copa do Mundo sentindo imensas saudades do jargão "bem amigos da rede globo...."
Os locutores daqui ainda estão engatinhando na arte de narrar e comentar futebol. No primeiro jogo do Brasil puxaram tanto, mas tanto o saco dos jogadores brasileiros que deu até nojo! Ninguém enxergou as falhas da defesa! Ninguém viu que o Ronaldo sumiu! Ai que saudades do Galvão!!!
Mais ainda, ai que saudades do meu Brasil!! Aqui não tem fogos nas ruas, não tem bandeiras tremulando, não tem calçadas pintadas de giz, não tem verde e amarelo. Aqui ninguém tá nem aí pra Copa do Mundo!
O jeito tá sendo eu me juntar com a minha cunhada em dia de jogo e torcermos juntas, "num só coração", vestindo verde e amarelo e tudo mais. Isso ajuda bastante, já que a gente pula , grita, torce como se estivéssemos no Brasil. Mas na hora do gol a ficha cai outra vez. O narrador fala assim : gol! Isso mesmo, com um "o" só. Ele tem a pachorra de falar "gol" em menos de um décimo de sengundo. Mais uma vez eu digo! Ai que saudades do Galvão! Ai que saudades de ouvir "Gooooooooooooooooooooooooool!"

Terça-feira, Março 28, 2006

Que difícil é escrever esse post. Achar as palavras pra descrever um momento tão inesperado e dolorido na nossa vida é tarefa complicada. É tentar exprimir aos amigos que lêem meu blog o enorme sentimento de perda e tristeza que eu , o Jerry e toda a família dele estamos sentindo agora. Impossível! É grande e forte demais, não cabe em palavras. Estamos todos ainda meio em choque pela morte inesperada e súbita da Ms. Betty, mãe do Geraldinho. No dia 12 de março ela teve uma parada cardíaca, falecendo pouco depois.
Mas acho que os detalhes de sua morte, do "como", "quando", "onde" e "porque" não têm tanta relevância. Não porque não nos intrigam. Mas é que apenas
se tornam insignificantes quando comparados ao modo como ela viveu seus 52 anos.É da vida dela que queria falar um pouco. Mulher doce, gentil, amável com todos, fiel à Deus acima de tudo. A alegria dela estava não em receber, mas em dar. Não em ser servida, mas sim em servir ao próximo.Estava sempre, sempre sorrindo! Sempre pronta em ajudar quem precisasse.
Me recebeu como uma verdadeira filha em sua família. Me amou como tal. Mas seus familiares imediatos não eram os únicos privilegiados em receber seu carinho e seu amor. Ms. Betty tinha a capacidade enorme de tocar a vida de muitos à sua volta. De fazer cada amigo se sentir especial, amado e apreciado.
No velório - atendido por mais de 400 pessoas- ouvi de inúmeras pessoas: "ela era uma bênção pra mim e pra minha família".
Com certeza sei que foi uma bênção enorme pra mim poder ter conhecido e convivido com ela. Aprendi muito e ainda tinha muito o que aprender. O engraçao é que até com a própria morte ela ensinou algo, pelo menos pra mim. Aprendi que o importante quando eu morrer não será quanto dinheiro deixei pra trás, ou quão grande consegui tornar meu nome na minha área profissional. Não quero ser lembrada por esses fatos. Quero viver minha vida para que quando eu morra a minha família ouça sobre mim o que nós ouvimos no velório dela . Quero ser bênção na vida de outros, quero tocar a vida do meu próximo, quero construir uma família sólida, feliz, cheia de amor. E quando eu me encontrar com a Ms Betty de novo quero poder agradecê-la por tudo, até mesmo pela lição de vida que me deixou com a sua morte.

Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Nasceu!!


A Johanna, minha sobrinha, filha do Tim (irmão do Jerry) e da Polly!
É ou não é a coisa mais fofa?!
Bem vinda ao mundo!!

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Até que enfim...

Quebrou-se o mito de que onde a Caru está , neve não cai! Finalmente vi neve substancial caindo do céu!! Pela primeira vez na vida vi cair uma neve forte, branquinha, fofinha e em quantidade suficiente para acumular no chão. Achei tão lindo! Indo pro trabalho , parecia que estava passeando com o meu carro por dentro de um cartão de Natal. Patética que sou, quase chorei. Só as crianças curtiram a neve mais do que eu. Aqui na vizinhança o que não faltou foi boneco de neve.

E o nosso quintal e a frente da nossa casa ficaram assim:




Agora que meu inverno tá completo,que venha a primavera!! Já cansei do frio!

Mais fotos de neve, clique aqui.