One year away
Ontem fez um ano que cheguei aqui nos USA. Um ano sem pisar em terras brasileiras. Um ano longe da minha mãe , dos meus amigos, da minha cidade caótica- mas minha cidade. Passou tão rápido, mas ao mesmo tempo tanta coisa aconteceu! Preparei um casamento, viajei em lua-de-mel, decorei (ou tentei decorar) minha casa nova, arrranjei um emprego, minha sobrinha nasceu, minha sogra faleceu, tive visita de primos, tios, irmã e cunhado.... e a novidade mais recente, me matriculei na faculdade.
Foi uma mudança muito grande que requeriu muitas adaptações. E nao me refiro somente ao país novo - e todas as implicações sócio-culturais - mas também a uma vida nova, a de casada. Dividir o mesmo teto, a mesma conta bancária, as mesmas alegrias e as mesmas dores, nem sempre é muito fácil. É um aprendizado não muito "suave", mas o amadurecimento que vem com ele é precioso. Cresci e amadureci muito nesses últimos 365 dias. Além disso me sinto abençoada por ter ao meu lado um marido que eu amo e que me ama. Por ter uma vida tranquila aqui em Knoxville, em uma casa cercada de muito verde, sem muros ou trancas. E por jé ter feitos muitos amigos queridos .
Só que tem um probleminha. Agora começo a sentir muitas saudades. Queria poder pegar meu carro e dirijir pelas ruas de São Paulo numa noite de calor. Ir correr no Ibirapuera numa manhã de sol! Ir ao cinema com minha mãe. Conversar com minhas amigas que me conhecem não há apenas um ano, mas 5, 10 anos. Assistir novela das 8 ;ver Fantástico no Domingo.
Mas não dá! To longe! Sabia o que estava fazendo quando entrei naquele avião dia 25 de agosto de 2005. Como diz o ditado: o que não me mata , me torna mais forte. Assim , a saudade que sinto também me ajuda a crescer, a me fortalecer e a tornar o meu retorno ao Brasil em janeiro muito mais gostoso.














